Movendo estruturas através do dançar

Acabou de chegar do baile de dança de salão contemporânea, espaço lindo onde podemos experimentar apenas ser e dançar sem medo de se expressar. Espaço criativo onde as danças passam a ser resistências e onde conseguimos visualizar a concretude de uma dança de salão que seja plural e diversa. Uma dança de salão sem hierárquicas, que escapa a todo tempo para uma forma de existir fluída. Acho que acima de tudo esse encontro tem sido de afetos e força, estamos nos conhecendo, criando os vínculos e nos fortalecendo enquanto grupo de pessoas que são responsáveis por uma mudança significativa que está por vir na dança de salão. Somos todos disseminadores de ideias, pensamentos, e especialmente corpos dançantes dispostos a experimentação. Houve um espaço de compartilhamento de referencial entre os participantes no saguão do teatro, isso mostra o quanto há pessoas interessadas em aprofundar suas pesquisas e trabalhos por aí.

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Houve palestra da incrível Débora Pazetto, a qual foi uma aula sobre feminismo, ideologia de gênero, história da dança de salão. Especialmente levantou um pouco bastante relevante no sentido de que essa mudança na dana de salão ela é urgente e necessária, afinal ainda estamos reproduzindo aspectos de séculos passados. Durante a palestra foi interessante perceber como cada vez mais há jovens pesquisadores querendo estudar essa área academicamente. Na oficina da Laura James e da Marina Coura de Dança de Salão Queer, é possível perceber que a mudança pode ser sutil. Ambas trouxerem exemplos de como o trabalho da Ata-me vem sendo abordado nas aulas. Uma pequena mudança no discurso do professorxs, na maneira como nos relacionamos com os corpos dos alunos, nas músicas que escolhemos para utilizar em sala de aula, tudo isso possibilita já um outro espaço de praticar e ensinar essa dança.

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Houve ainda a oficina de compartilhamento do processo de criação dos meninos do Casa 4, onde podemos experimentar no corpo como o espetáculo foi surgindo. O coletivo é composto por Alisson George, Guilherme Fraga, Jonatas Raine e Ruan Wills. Eu estou fascinada por esses meninos, que além de dançarem muito são extremante generosos. Há uma entrega do grupo ao dividir suas inquietudes, suas histórias e suas danças, ao mesmo tempo, eles conseguiram criar um espaço de dar vazão as demandas das pessoas que estavam ali presente. Obrigada pela gentileza, e espero ver muitos trabalhos cênicos desse coletivo.

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Para finalizar vou falar do espetáculo Monstra do coletivo A Margem. A proposta dos artistas é realizar uma autocrítica do universo da dança de salão. Houve sátiras e ironias constantemente, durante o espetáculo. Contudo tudo estava coeso e claro durante a proposta. Confesso que o final é inusitado, dentro dos parâmetros de espetáculos que já vi anteriormente. Todos os clichês estaõ ali, sendo suporte para a potente movimentação e cena que vão se criando.

 

Gente não dou conta mais de escrever é muito amor!!! Evento lindo, mas o sono está pegando. Desculpa se rolar algum erro aí de portuga 😉

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