Um evento onde o coração pulsa

A Batalha de Dublagem, é um evento realizado em parceria da Lolita Rouge (personagem criado por mim) com o bar Von Teese-High Tea & Cocktail Bar em Porto Alegre. O objetivo principal é criar um ambiente descontraído, onde o público possa se divertir dublando suas canções favoritas. A cada edição a Lolita Rouge, prepara alguma dublagem especial para animar a noite.

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Eu, Lolita, me sinto energizada a cada edição desse evento, pois sempre há grandes surpresas. A energia que se cria é tão intensa, que todos do bar ficam conectados. Aos poucos as mesas passam a ser integradas, e o bar inteiro começa a curtir, torcer, participar e superar a timidez. Claro, que uns bons drinks ajudam a liberar as performances que estão guardadas dentro de cada um. É lindo ver quando as pessoas conseguem se superar, e passam a se divertir pelo fato de estarem ali interpretando suas músicas favoritas. Vale apresentação individual, em dupla, trio, ou grupo só não pode ficar parado.

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A Batalha de Dublagem passou a ser um grande encontro, onde qualquer pessoa é bem-vinda. Todos brincam nesse lugar, onde não há certo ou errado, há apenas um lugar de afeto.  Você pode ser um participante experiente ou ter ido por acaso, aqui todos têm vez e podem se divertir!

Ficou curioso?

Deixo um registro da nossa última edição 🙂

 

 

Estou ansiosa para a nossa sexta edição!

Contando os dias para me divertir ao lado de vocês

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Batalha de Dublagem – apresentação Lolita Rouge

Quando: 28/07/17 às 20h

Onde: Von Teese -High Tea Coktail Bar,  Rua Bento Figueredo 32

 

Corpobolados

Esse espetáculo estreou no ano de 2015 na cidade de Porto Alegre.
Realizando duas temporadas com lotação máxima de público. Em 2016,
fez parte da programação local do 11ª Palco Giratório do SESC de Porto
Alegre. A ideia do trabalho surgiu inicialmente no projeto de vídeodança
com o mesmo nome do espetá- culo, em janeiro de 2013, e nessa versão
para o teatro expandi-se ganhando novas formas, movimentos e
relações. O espetáculo Corpobolados recebeu sete indicações ao Prêmio
Açorianos de Dança de Porto Alegre EM 2015 (Espetáculo do Ano,
Bailarina, Direção, Trilha Sonora, Iluminação, Coreograa e Destaque
Dança de Salão) tendo recebido os prêmios de Bailarina e Coreografia.

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Concepção

Reconhecer e se entregar para descobrir outro universo, Corpobolados é um desejo de encontro; é a possibilidade de se entregar para
aprender com o outro. O tango e o malabarismo surgem como pontos de partida desta investigação, na qual o diálogo é quem determina
o que acontecerá. É um espaço de relações entre corpos e objetos: os primeiros são dançantes e performáticos – embolados em clave e bolas
de malabarismo -os segundos, energias pulsantes que geram possibilidades de movimentos. Dessa potência de corpos bolados e embolados,
em um espaço percorrido de tensões, surge a possibilidade de criação de um tempo à parte – uma pausa para percebermos as relações
entre os corpos, sejam eles humanos ou não. Conversas, pausas e silêncio: todos os encontros e desencontros que uma relação pode ter.

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Ficha Técnica

Direção: Paola Vasconcelos
Intérpretes-criadores: Gabriel Martins, Giovanni Vergo e Paola Vasconcelos.
Iluminação: Mirco Zanini

Pesquisa Sonora: Paola Vasconcelos
Figurino: Antonio Rabadan
Produção:  Kyrie Isnardi

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Teaser do espetáculo: https://www.youtube.com/watch?v=RaHOi9TL68U

Contato: lolarte.14@gmail.com/ 051 981395519

Um roda emergente e relevante!

Enquanto estávamos discutindo no evento – protagonismo da mulher na dança de salão-pensei, porque não havíamos feito isso antes.

Estávamos todas necessitando de um espaço de compartilhamento e reflexão, onde pudéssemos trazer nossas angústias, as experiências que passamos nessa prática, as nossas questões, estávamos emergencialmente necessitadas de um espaço sensível de diálogo.  Sábado dia 19/11 às 10h da manhã cheguei na sala 400 da Usina do Gasômetro e me deparei com muitas professoras, dançarinas e praticantes ansiosas para falar sobre as suas vivências e realidades. Haviam alguns homens presentes, que souberam compreender a importância desse espaço para nós mulheres, se colocando como bons ouvintes e se disponibilizando a trocar e aprender com as nossas falas.

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As convidadas – Luciana Coronel e Caroline Wüppel– se dispuseram a compartilhar suas reflexões nesse espaço, fomentando um belo debate que foi calorosamente acolhido pelos presentes. (Queria agradecer mais uma vez as meninas que toparam esse desafio e se disponibilizaram intensamente para que esse encontro fosse um sucesso).Foram tantas demandas levantadas que não conseguimos dar conta, e com certeza uma continuidade é necessária. Afinal, a dança de salão é um reflexo da sociedade e em termos de opressão e violência temos muito ainda a refletir o quanto o sistema machista e patriarcal tem regido as nossas práticas. Precisamos ainda de um espaço profundo de estudo e compreensão dessa estrutura.

Alguns pontos foram levantados e foram reforçado em diferentes falas, especialmente dentro de dois eixos centrais que envolvem esse fazer: as questões no eixo social de prática da dança de salão como bailes e festas e alguns pontos referentes ao ensino da dança de salão. Nesse sentido, faço um esforço de registro desse material, para que possamos avançar nessas temáticas nos próximos encontros.

No primeiro eixo referente à prática social da dança de salão foram apontados alguns pontos como:

  • Nunca separe duas mulheres que estão dançando juntas, não se dê esse direito pelo fato de ser homem. Você provavelmente não faria isso se fosse um homem e uma mulher dançando. Isso é uma violência e não deve acontecer.
  • Tod@s têm o direito de não dançar, independente do motivo, isso deve ser respeitado e compreendido.
  • Mulheres e homens podem e devem convidar outros para dançar.
  • Respeite ao corpo do outro, nunca seja intolerante e grosseiro, porque alguma mulher não consegue/deseja fazer o movimento que você propôs. O limite do corpo é individual e deve ser respeitado.

No segundo eixo referente ao ensino da dança de salão foram debatidas as seguintes colocações:

  • Você pode usar a metodologia que desejar, entretanto o importante é refletir que o sistema tradicional de dança de salão e o poder do discurso reforçam sim um estereótipo de homem e de mulher.
  • Muitas das piadas “padrões” utilizadas são extremamente ofensivas e opressoras, porque reforçam esse papel.
  • Devemos enquanto professores e formadores estar sensível em nossas aulas e refletindo sobre o nosso fazer.

Por fim, trago a minha colocação que fiz na roda para esse relato: provoco você, professor de dança de salão, para pensar o quão privilegiado é pelo simples fato de ser homem. No mundo do trabalho ser homem é ganhar mais, não precisar escolher com que roupa sair na rua com medo de assédios, na dança de salão é poder ter liberdade de dançar com quem quiser, é ter o nome reconhecido e lembrado e o da suas parceira não, é ter espaço em sala de aula e não se preocupar se haverá um momento para que você possa falar. Enfim entre muitos outros exemplos que eu poderia citar.

Convido-o a refletir sobre esses pontos e pensar quantas vezes sua colocação foi opressora e sua piada toliu a sua parceria. Enfim, se você não reconhecer que suas vivências partem de um sistema patriarcal e machista, você continuará velando e mascarando as suas impressões cotidianas. No mais penso que precisamos ter cuidado em apenas se apegar ao discurso de liberdade e diversidade, porque além de palavras, são necessárias ações para que se possa hackear um sistema. Afinal, somos tão aprisionados a esse sistema que a liberdade do desejo não é permitida, talvez jamais possa passar pela cabeça do meu aluno que ele poderia ser conduzido, que uma mulher pudesse conduzir, e que ambos não seriam desqualificados por isso. Porém, desejar é proibido, não se deseja aquilo que não é visível, sem possibilidades sou fadada a desejar o que me é oferecido. Será mesmo que tenho dado espaço para os meus alunos se colocarem como desejam em sala de aula?

Reflexões e conversas que ainda precisam de tempo para maturarem, porém finalizo esse relato feliz pelo espaço e agradeço mais uma vez à todos que estiveram nessa roda. Tendo em mim uma pulsante certeza da importância de continuarmos esse debate, tendo como viés o movimento  – ou seja FAZER- sair do plano das ideias e fazer! As transformações se dão na vida material e não no plano das ideias, seja no seu espaço individual ou na atuação coletiva.

Uma foto descontraída da nossa linda manhã!

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Mulheres fortes e empoderadas- Protagonismo da mulher na dança de salão

No começo do mês fui convidada para participar do evento Mulheres e Dança, em São Paulo, organizado pelo  Resistir com Arte, a proposta era chamar pessoas engajadas em suas práticas para exporem seus trabalhos seguido de um bate-papo com os participantes do evento. A professora Carolina Polezi entrou em contato comigo por causa do meu trabalho de dança de salão queer, o qual eu tenho desenvolvido aqui em Porto Alegre. Compondo esse espaço estavam também o professor Samuel Samways responsável pelo desenvolvimento da proposta de condução mútua, a professora Rubia Frutuoso a qual tem desenvolvido um trabalho de independência da professora mulher na dança de salão, Carolina Polezi que vem discutindo a noção de condução compartilhada e Eliana Capel a qual tem um coletivo de artistas mulheres que desenvolvem suas performances sobre narrativas femininas.

Depois de sermos agraciadas (vou me dar ao direito de colocar os termos no feminino já que a maioria das participantes eram mulheres) pelas apresentações iniciamos o debate, que foi mediado pelo Gustavo Macedo do Resistir com Arte. O que quero trazer para vocês aqui hoje é que estou muito contente em saber que não estou sozinha, e que existem mais quatro pessoas que estão comprando essa bandeira e resistindo em suas práticas pela valorização da mulher no campo profissional da dança de salão. Sim querid@s, infelizmente, essa prática possui ainda uma estrutura hegemônica machista e extremamente opressiva, e há muitas mulheres que estão reproduzindo esse modelo sem nenhuma reflexão à respeito. Estar com meus colegas me fez visualizar que estamos avançando, e que maravilha estarmos em um evento podendo discutir esses aspectos – porque até então nunca vi um espaço que problematize o papel da mulher na dança de salão. Normalmente, os eventos e aulas destinados para mulheres na dança de salão acabam sempre visando a técnica feminina, a sensualidade os enfeites, enfim reforçando esse único lugar da mulher na dança. Nesse sentido, sei que há muito a ser feito, pois a realidade ainda é bastante cruel: tem muita professora e dançarina que não tem direito a falar em sala de aula, que não é mencionada nas apresentações e nas divulgações, que é oprimida pelo parceiro que diz que ela não está dentro dos padrões de corpo de uma bailarina, ou ainda que na dança apenas um pode “mandar” e sempre é o homem o condutor, enfim muitos casos poderiam ser mencionados. Entretanto, hoje, quero apenas levantar algumas inquietações pessoais à respeito desse tema.

Chega de nos sujeitarmos a esse tipo de lugar, vamos passar a valorizar as nossas colegas,  a reivindicar nossos espaços, vamos sim ser donas de academias, ser coreógrafas e professoras independentes, vamos ser protagonistas e registrar a nossa história nessa prática. Convido  vocês a pensarem comigo: quem são as parceiras de Jaime Arôxa? De Carlinho de Jesus? De fulano e de fulano de tal? Ou todos esses homens dançavam sozinhos? A dança de salão se faz a dois, mas sempre nos lembramos apenas dos homens; quem são esses nomes? Onde estão estas mulheres?

Existem inúmeras mulheres maravilhosas que andam a sombra de “mestres” da dança de salão, e nunca são mencionados. Ou ainda como podemos iniciar essa mudança no nosso fazer individual, repensando como nos colocamos em sala de aula ou durante a criação de um novo trabalho. Muitas vezes nos abstemos por não nos sentirmos capazes, em vários espaços, não só da dança de salão, as mulheres são taxadas pela cultura machista como menos capazes, justificando baixos salários ou a não ocupação de cargos maiores. Essa cultura está se modificando, pelas nossas posturas individuais nos nossos espaços de atuação, mas principalmente por um pensar e agir coletivo das mulheres.

Finalizo esse relato/manifesto/desabafo/convite satisfeita e convicta de que o lugar da mulher na dança e na sociedade é onde ela quiser estar. Te convoco professora e bailarina de dança de salão a repensar como tem sido a tua prática diária, quem sabe podemos juntas debater e problematizar muitas questões cristalizadas. Vamos ser protagonistas dessa dança!

Sobre uma noite

Sobre a noite de 15 de dezembro de 2015, ainda tentando processar tudo o que aconteceu. Desde 2012, venho acompanhando o Prêmio Açorianos de Dança e sempre de alguma forma sendo indicada em diferentes categorias pelos diversos projetos que eu estive envolvida. Em nenhuma das ocasiões os prêmios vieram e tudo bem, porque sempre acreditei em um trabalho continuado como artista, autônomo e permanente que independe do julgamento externo, por exemplo, da conquista de editais para acontecer.  Quem decide o que ganha ou não um prêmio está envolto em um emaranhado de questões e fatores durante a decisão de quem levará para casa esse pequeno troféu e que nem sempre compreenderemos ou concordaremos.

Esse ano estávamos nervosos, porque o projeto do Corpobolados sempre foi rodeado de muitas recusas (ocupações, editais, financiamentos). Todavia houve muita gana de fazer a coisa acontecer e a cada “não” recebido tínhamos mais certeza do que precisávamos fazer. Nesse sentido foi o afeto entre as pessoas que se encontraram nesse projeto que fez a ele acontecer. O próprio trabalho já diz em sua concepção que o que nos move é esse encontro e o desejo de aprender e reconhecer o outro. Sendo assim, como já mencionei diversas vezes só posso agradecer a todos que estiveram nessea equipe no início, no meio e no momento atual. Giovanni Vergo e Gabriel Martins, sim vocês acreditaram na minha ideia louca em janeiro de 2013 e se disponibilizaram a tornar real esse processo. Vocês são maravilhosos! Dois artistas que tenho a sorte de trabalhar todos os dias. Com vocês que eu entendo o que é a palavra parceria e toda a dimensão que isso abrange. Minha equipe maravilhosa Mirco Zanini, Iassanã Martins, Fernanda Bertoncello, Ana Carolina Klacewicz, Kyrie Isnardi vocês pegaram junto sem saber no que iria dar, vocês acreditaram na gente. Vocês fizeram a coisa acontecer. Um agradecimento especial ao apoio do generoso Alesandro Rivellino durante o processo de construção do espetáculo. Meus diretores de vídeo e editores favoritos Vini Fontoura e Natália Koren, vocês compraram no início essa loucura e são os padrinhos desse espetáculo. A minha mãe amiga e crítica, por todos os “mas” e a minha família linda por todo o apoio. A minha amiga maravilhosa Mônica Dantas por seu olhar incentivador que me acompanha há bastante tempo, auxiliando a pesquisar os processos artísticos que me rodeiam e mobilizam.

Pois então… sim ganhamos, Coreografia do Ano e Bailarina por esse trabalho. Quem diria equipe Corpobolados, quebramos a cabeça e improvisamos muito até chegar onde chegamos e estamos de parabéns. Quanto ao reconhecimento como bailarina o que falar sobre tal fato!? Sim haviam outras três bailarinas lindas e talentosas indicadas. Inclusive a queridona Didi Pedone, que me conheceu quando eu estava começando e influenciou bastante meu percurso. Acredito que o reconhecimento pela minha atuação nesses dois trabalhos, Corpobolados e Produção Mezcla, reflete o caminho que venho há dez anos trilhando na dança profissionalmente. A origem de meu trabalho, a dança de salão, ao lado de pessoas que me ensinaram muito e o desdobramento de meu pensar, desse corpo atravessado por todas as pessoas em minha formação na universidade, na dança contemporânea e no NECITRA. São tantos corpos que constituem esse eu-bailarina que fica difícil mensurar todos. Sou grata a todos. Nesse sentido o trabalho continua e me sinto responsável em seguir trabalhando seriamente nos processos artísticos, pesquisando meu fazer, estando atenta ao tempo em que vivo. Estando aberta a novos encontros.

Fotos da maravilhosa Joseane Bertoncello.

Grata por viver essa experiência ao lado de vocês!

Falando um pouco mais dessa dança queer

No dia 25 de agosto fui convidada pela querida Yamini Benites para ministrar uma oficina de Dança de Salão Queer na III Semana da Diversidade Sexual e de Gênero da FABICO. Foi uma excelente experiência poder compartilhar essa proposta com todos que estavam presente.  Apesar de ainda sermos poucos praticantes, acredito que essa proposta só tende a crescer. E espero que o movimento queer na dança a dois se torne cada vez mais vivo. Então afim de espalhar essa onda por aí compartilho o vídeo da reportagem que foi feita pela Laura Berrutti sobre a oficina.

 

Eai ficou curioso olha que bonito o registro da Yamini da nossa oficina:

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Lembrando que a oficina acontece regularmente toda a terça das 19h às 20h no Azul Anil Espaço de Arte, na rua Dona Eugênia 836. 

 

Dança de Salão Queer

Informações Oficina de Dança de Salão Queer

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Horários: Terças-feiras das 19h às 20h 

Valores: R$ 100,00 por pessoa podendo haver um desconto de 10% para o casal.

Taxa de matrícula: R$ 45,00

Local: Azul Anil Espaço de Arte na Rua Dona Eugênia, 836.

Informações: lolarte.14@gmail.com -(51) 8139.5519 ou azulanil.espaçodearte@gmail.com – (51) 3029.0994

 A ideia da Dança de Salão Queer surge de um ambiente aberto onde todos os tipos de casais são bem-vindos. O objetivo dessa oficina é vivenciar as danças a dois como uma fonte de comunicação entre os corpos, criando-se assim um espaço de troca, aprendizado e sociabilidade.  Ao longo do curso serão trabalhadas danças como bolero, tango, samba de gafieira, forró, salsa entre outras. As turmas serão pequenas e o atendimento personalizado, as aulas serão de uma hora. Haverá duas turmas todas as terças-feiras uma iniciando às 19h e a outra às 20h. Não é necessário ter par para fazer a aula.

A Dança de Salão Queer se baseia em um movimento que já vem ocorrendo pelo mundo especialmente na prática do tango. Essa perspectiva almeja uma dança que não se limite aos padrões heteronormativos de “Cavalheiro” e “Dama”. A proposta ainda viabiliza que exista uma troca constante entre as os papeis de proponente e seguidor.

Ficou curioso?

Venham fazer uma aula experimental. Agende a sua aula através do email: lolarte.14@gmail.com ou azulanil.espacodearte@gmail.com . É necessário encaminhar apenas o nome completo, telefone para contato e o horário que desejas participar.

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Compartilho alguns vídeos que tem tudo a ver com o trabalho que será realizado durante a oficina:

Primeiro é de uma dupla de bailarinos Mariano Garcés e Alejandro Figliolo bastante conhecida no universo do Tango Queer:

Nesse segundo temos um vídeo arte de 2008 realizado por Juan Sebastian Torales, que especialmente depois dos 2min a uma dança incrível das bailarinas Fatma Oussaifi e Kahena Saighi:

E por último trago uma iniciativa que rolou em Buenos Aires onde foi realizado um FlashMob chamado “Un Tango Contra La Homofobia”:

Aguardo vocês!